Introdução
Vivemos tempos em que a dor e a incerteza muitas vezes batem à porta do coração. A perda de entes queridos, as angústias da alma e os desafios do mundo podem nos fazer questionar o sentido da vida e o destino após a morte. No entanto, para nós, cristãos, a Páscoa é o tempo por excelência da esperança — aquela que nasce do túmulo vazio e floresce na certeza de que a morte não tem a última palavra.
A Morte Não É o Fim
Hoje, no segundo dia da Páscoa, durante minha oração matinal, meditava sobre a Ressurreição. Como cristã católica, renovar a fé na vida eterna traz à alma um novo ânimo. É um sopro de esperança que nos impulsiona a viver com mais coragem, a buscar a paz, a espalhar alegria e a perseverar mesmo em meio às dores, na certeza de que toda dor é passageira — e que nenhum sofrimento se compara ao que Cristo suportou por amor a nós.
“A morte foi tragada pela vitória” (Is 25,8).
“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (Os 13,14)
Logo após finalizar minhas orações, recebi a triste notícia do falecimento do nosso querido Papa Francisco. Um pastor humilde, que nos ensinou sobre a força da paz, a beleza do diálogo, a dignidade dos pobres e sonhava com uma Igreja aberta a todos — próxima, acolhedora e viva.
A Esperança da Ressureição
Na fé cristã, a morte não é o fim. Não ignoramos a dor da separação, mas passamos por ela iluminados pela certeza do túmulo vazio. Essa é a grande diferença entre um luto que paralisa e um luto que transforma: a fé na Ressurreição nos dá coragem para continuar, para amar ainda mais, para servir com mais compaixão — mesmo quando perdemos quem tanto amamos.
Que a vida e a partida do nosso Papa sejam um testemunho para o mundo. Que possamos viver com os olhos fixos em Cristo, como ele viveu. E que, ao enfrentarmos nossos próprios medos, perdas e angústias, possamos também dizer com fé:
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
Guardaremos para sempre as mensagens de paz e união deixadas pelo nosso Papa Francisco. Seus ensinamentos permanecerão como luz em nossas jornadas e inspiração para vivermos com mais amor, misericórdia e esperança.
A morte não tem a última palavra. E a Páscoa nos lembra disso com toda sua força.
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor, certos de que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.” (1Cor 15,58)
Conclusão
A morte não é o fim. Para quem crê, ela é apenas o início de uma vida plena com Deus. A esperança da Ressurreição transforma a dor em consolo, a saudade em oração e a perda em promessa de reencontro. Que essa certeza sustente nossos passos e nos encoraje a viver com fé, amor e esperança todos os dias.


