Estar Bem A chave Para Seus Objetivos
Introduçã0
Você já se perguntou se está realmente bem — ou se apenas se acostumou com o jeito que está? Às vezes, entramos em uma rotina tão automática que seguimos funcionando, cumprindo tarefas, mas sem sentir que estamos realmente vivendo. Com o tempo, isso pode nos afastar de nós mesmos.
Na terapia, essa pergunta aparece com frequência. Pessoas que, à primeira vista, parecem estar bem, mas que, ao se escutarem com mais profundidade, percebem um cansaço silencioso, um vazio ou uma desconexão.
Este texto é um convite para refletir sobre esse estado sutil — entre estar bem de verdade e ter se adaptado ao desconforto.
1. Funcionando não é o mesmo que estar bem
É possível ser produtivo, cumprir tudo o que precisa e até receber elogios — e ainda assim se sentir emocionalmente distante de si. Quando vivemos no automático, os dias passam sem que a gente perceba, e aquela sensação de “não vivi nada” aparece.
Sinais comuns:
- Sensação de vazio, mesmo com a vida “em ordem”;
- Dificuldade de lembrar o que sentiu durante o dia;
- Falta de entusiasmo por coisas que antes davam prazer;
- Sentimento de que “algo está faltando”.
Dicas práticas:
- Tire 2 minutos por dia para se perguntar: “O que eu senti hoje?”
- Experimente escrever, mesmo que poucas palavras, em um caderno de sentimentos. Isso ajuda a recuperar a conexão emocional com os dias.
- Coloque alarmes simbólicos no celular, com frases como “Você está presente agora?” ou “Como está seu corpo?”. Eles podem interromper o modo automático.
2. Estar bem é estar em contato consigo mesmo
Estar bem não é estar sempre feliz. É ter espaço interno para sentir o que vier — inclusive o que é desconfortável. Quando você se escuta com honestidade, sem se exigir perfeição emocional, cria espaço para uma vida mais real.
Sinais de conexão emocional:
- Você reconhece o que sente, mesmo que não goste do sentimento;
- Há momentos de prazer, mesmo que breves;
- Você sente que tem alguma escolha sobre como vive seu dia;
- Consegue cuidar de si sem se esgotar constantemente.
Dicas práticas:
- Comece o dia com uma pergunta simples: “Do que eu preciso hoje?” — e tente atender a essa necessidade de forma possível.
- Aprenda a dizer “não” a compromissos que drenam sua energia. Escolher é um ato de cuidado.
- Tenha um ritual de presença: pode ser preparar seu café com atenção, tomar banho sem distrações ou caminhar prestando atenção à respiração.
3. O corpo não mente
Quando a mente se acostuma a ignorar o que sente, o corpo começa a gritar. Dores persistentes, fadiga, tensão muscular ou insônia muitas vezes revelam o que está sendo evitado emocionalmente.
Dicas práticas:
- Observe como seu corpo reage em situações específicas (reuniões, encontros, redes sociais). Alguma parte enrijece? O estômago revira? Anote essas pistas.
- Experimente técnicas de regulação corporal simples, como:
- Respiração 4-4-4: inspire por 4 segundos, segure por 4, expire por 4.
- Escaneamento corporal: antes de dormir, percorra mentalmente o corpo, sentindo da cabeça aos pés.
- Faça alongamentos curtos durante o dia, especialmente nos ombros e pescoço — áreas onde muita tensão se acumula sem perceber.
4. Momentos de pausa revelam verdades
Criar pequenas pausas no cotidiano ajuda a sair do modo automático. Nessas pausas, você se reconecta e escuta o que está vivo em você.
Dicas práticas:
- Reserve 5 minutos por dia para estar em silêncio — sem celular, sem distrações. Apenas respire e observe.
- Tenha um “cantinho da pausa” em casa, mesmo que simbólico: uma cadeira, uma planta, uma vela.
- Faça perguntas-chave com frequência:
- “O que estou sentindo agora?”
- “Do que tenho sentido falta?”
- “O que me faz bem de verdade?”
Você não precisa ter todas as respostas — apenas crie o espaço para elas chegarem.
5. Se permitir sentir é um ato de coragem
Muitas vezes, o automático é uma forma de proteção. Evitamos sentir porque tememos o que pode surgir. Mas fugir de si mesmo tem um custo — na saúde, nos relacionamentos, na sensação de sentido.
Buscar ajuda é um passo de força, não de fraqueza. A terapia é um lugar seguro onde você pode reaprender a se escutar com verdade, sem precisar se encaixar em nenhum papel.
Dicas práticas:
- Se você sente que está sempre esgotado ou desconectado, considere conversar com um terapeuta — mesmo que seja para experimentar.
- Compartilhe com alguém de confiança como você realmente está. Nomear o que sentimos em voz alta já é um passo poderoso.
- Escolha um ato de autocuidado real por semana — não o que “deveria” fazer, mas o que de fato te nutre (às vezes, é dormir mais cedo; outras, é ouvir uma música que te emociona).
Em resumo:
Talvez você esteja bem. Talvez tenha apenas se adaptado a uma vida sem presença. Só você pode saber — e tudo bem não ter essa resposta agora. A boa notícia é que nunca é tarde para se reconectar, para reaprender a viver com verdade — e não apenas funcionar.
Pergunte-se com gentileza:
“Será que estou bem mesmo ou só me acostumei assim?”
E permita-se escutar, com coragem, o que vier.
Vamos Juntos Nessa Jornada!
Quem Está por Trás das Palavras
Sou Dayana Regina — formada em Engenharia Química, atuei durante anos como líder em uma grande multinacional. Mas, em 2018, algo dentro de mim começou a pedir mudança. E eu escutei.
Desde então, mergulhei profundamente no universo do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Unir a objetividade da ciência, a força da fé e a prática diária da mudança se tornou meu propósito — primeiro para transformar a minha vida, e agora para ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo.
O que compartilho aqui não vem de uma posição de especialista inalcançável. Vem de quem já sentiu na pele o peso da desconexão, a sobrecarga, a culpa, e decidiu trilhar outro caminho. Cada insight, cada ferramenta, cada reflexão que divido com você foi, antes de tudo, experimentado por mim.
Meu desejo é que essas palavras sirvam como pontes. Que cheguem até você com verdade, acolhimento e praticidade — porque eu acredito, do fundo do coração, que mudanças reais acontecem de dentro para fora. E que estar bem não é um luxo, é a base.


