Recomeçar começa pela forma como você se vê

Você muda sua vida quando deixa de agir como a pessoa que foi e começa a viver como a pessoa que deseja se tornar.

Às vezes pensamos que recomeçar significa mudar de lugar.

Um novo trabalho.
Uma nova rotina.
Uma nova cidade.
Novos objetivos.

Mas, neste fim de semana, durante uma imersão da comunidade Aliança Divergente, percebi algo que mudou a forma como enxergo a reconstrução.

Talvez o maior recomeço não aconteça quando a nossa realidade muda.

Talvez ele aconteça quando muda a forma como nos enxergamos.

Porque podemos mudar de país, de profissão ou de hábitos.

Mas, se continuarmos acreditando na mesma versão antiga de nós mesmos, acabamos repetindo os mesmos limites.

Foi isso que comecei a perceber.

A imagem que carregamos de nós mesmos

Durante muito tempo, sem perceber, carreguei uma identidade construída pelas minhas experiências.

A menina que acreditava que alguns sonhos não eram para ela.

A mulher que sempre encontrava uma desculpa para deixar seus próprios sonhos para depois.

A pessoa que muitas vezes duvidava da própria capacidade.

Nenhuma dessas histórias surgiu de um dia para o outro.

Elas foram sendo construídas ao longo dos anos.

E, sem perceber, comecei a agir de acordo com aquilo que acreditava ser.

Porque nossas escolhas sempre acompanham a nossa identidade.

A reconstrução começa por dentro

Enquanto refletia durante a imersão, entendi que não estou apenas criando novos hábitos.

Estou reconstruindo a forma como me vejo.

O desafio dos 365 dias nunca foi apenas sobre caminhar.

Nem sobre correr.

Nem sobre completar uma sequência.

Cada dia cumprido está me mostrando algo muito maior.

Estou aprendendo a confiar na minha própria palavra.

Estou deixando de me enxergar como alguém que começa e desiste.

E estou construindo, um dia de cada vez, a identidade de alguém que permanece.

Essa talvez seja a maior transformação.

Não é apagar quem você foi

Reconstrução não significa fingir que o passado não existiu.

Eu continuo sendo a mesma pessoa que viveu medos, inseguranças e adiou sonhos.

A diferença é que hoje essas experiências não definem mais quem eu sou.

Elas fazem parte da minha história.

Mas não escrevem mais o meu futuro.

Porque identidade não é aquilo que aconteceu com você.

É aquilo que você escolhe alimentar todos os dias.

Um passo por vez

Hoje percebo que mudar a vida não começa quando tudo ao redor muda.

Começa quando deixamos de alimentar a imagem da pessoa que acreditávamos ser.

Talvez seja por isso que tantas mudanças não durem.

Mudamos a rotina.

Mudamos os objetivos.

Mas continuamos olhando para nós com os mesmos olhos.

A reconstrução verdadeira começa quando a identidade muda primeiro.

É isso que estou vivendo agora.

Ainda estou no caminho.

Ainda tenho muito para aprender.

Mas, pela primeira vez, sinto que não estou apenas construindo novos hábitos.

Estou reconstruindo quem eu acredito ser.

E talvez seja exatamente aí que todo recomeço começa.

Um passo por vez.

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